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CÁLCULO RENAL
Os cálculos renais, também conhecidos como pedras nos rins, são formados quando substâncias presentes na urina se unem para criar estruturas sólidas.
Esse processo complexo envolve aspectos físicos e químicos. Simplificadamente, substâncias como cálcio, oxalato, fósforo e ácido úrico podem se combinar formando cristais.
A ingestão insuficiente de água ou a transpiração excessiva podem reduzir o volume de urina, aumentando a chance dessas substâncias se encontrarem e se agruparem.
Desta forma, quando estes cálculos se agrupam e deslocam-se bloqueando a passagem da urina, ocorrem dores intensas conhecidas como cólicas renais, geralmente sentidas na região lombar ou abdominal inferior. Além da dor,
podem surgir sintomas como náuseas, vômitos, calafrios, febre, aumento da frequência urinária e presença de sangue na urina.
Embora os sintomas sejam sugestivos, o diagnóstico preciso de cálculo renal é confirmado por exames de imagem. Em um recente passado, eram utilizados Raio-X de abdômen, urografia excretora e ultrassom, porém atualmente a tomografia de abdome é preferida.
Este exame permite identificar cálculos de cálcio e de outras composições, além de fornecer informações essenciais como número, tamanho, posição e densidade das pedras, fundamentais para orientar o tratamento adequado.
Cálculos renais pequenos, com menos de 5-6 mm, podem ser eliminados pela urina sem necessidade de intervenção cirúrgica. Por outro lado, cálculos maiores geralmente requerem tratamento cirúrgico.
Existem diversas técnicas cirúrgicas para o tratamento de cálculos renais, sendo a ureterorrenolitotripsia a mais comum. Neste procedimento, uma câmera fina é introduzida pela uretra até o ureter ou rim, permitindo a identificação do cálculo e a utilização de laser para fragmentar a pedra.